sexta-feira, 9 de novembro de 2012

"Os artistas são as pessoas mais motivadas e corajosas sobre a face da terra. Lidam com mais rejeição num ano do que a maioria das pessoas encara durante toda uma vida. Todos os dias, artistas enfrentam o desafio financeiro de viver um estilo de vida independente, o desrespeito de pessoas que acham que eles deviam ter um emprego a sério e o seu próprio medo de nunca mais ter trabalho. Todos os dias, têm de ignorar a possibilidade de que a visão à qual têm dedicado suas vidas seja apenas um sonho. Com cada obra ou papel, empurram os seus limites, emocionais e físicos, arriscando a crítica e o julgamento, muitos deles a ver outras pessoas da sua idade a alcançar os marcos previsíveis da vida normal - o carro, a família, a casa, o pé-de-meia. Por quê? Porque os artistas estão dispostos a dar a sua vida inteira por um momento - para que aquele verso, aquele riso, aquele gesto, agite a alma do público. Artistas são seres que provaram o néctar da vida naquele momento de cristal quando derramaram o seu espírito criativo e tocaram no coração do outro. Nesse instante, eles estão mais próximos da magia, de Deus e da perfeição do que qualquer um poderia estar. E nos seus corações, sabem que dedicar-se a esse momento vale mil vidas." (David Ackert)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Imperfeição

A exatidão dos números aplicados pelos seus cossenos,
As tangentes atingindo o espectro eletromagnético.
Dividindo-se em quatro aquilo que se dobra.
Ofuscam-se todas as outras possibilidades.

A reprodução também transmuta-se em cores.
Soma-se tudo aquilo que atinge na lei da aditividade.
O cair em resistência fictício dos entreatos
Revelam a dor da vontade de um resultado.

Todos os cálculos, mensurações e rascunhos
Se arredondam quando a luz entra nas contas.
Os objetivos, desejos e vontades
Se fazem na intuição.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Arrumando

No novo canto uma grande bagunça,
A cada quina os cacos se amontoam,
Panela com roupa, copo com talher, tudo no chão.
Cada coisa colocada no lugar um grande alivio,
A cola sempre é feita em nosso interior.
Os cacos começam a formar um novo desenho sem nenhuma inspiração estética,
Apenas a intuição, a vontade de ser e a decisão de viver...
Mais um dentre os muitos que somos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Nesse projeto, eu forneci as interfaces de controle, que recebiam o sinal Art-Net do software desenvolvido pela Coddart e transformavam em sinal DMX para as ribaltas led RGB instaladas dentro do prédio, também executei o endereçamento DMX de todas as ribaltas.

Ao todos tínhamos 6.144 canais DMX instalados, distribuidos em 12 universos, cada universo comandava 17 janelas.

Ficha Técnica

Projeto: Canopus Century Tower Lights

Apoio: Canopus, Gribel Pactual, Mercantil do Brasil, Band Minas

Concepção, design e software: Coddart Digital Design

Equipamentos de Iluminação: Líder Iluminação

Suporte Técnico: Bruno Cerezoli

video

http://www.coddart.com/2011/01/canopus-century-tower-lights/

sábado, 21 de março de 2009

Oficina de Iluminação Cênica - em abril.

Iluminação Cênica
Apresenta as grandezas da iluminação, suas formas de medida e trabalha exercícios práticos de montagem e experimentação de ângulos de incidêcia, com apresentação de alguns equipamentos utilizados em Teatro. A oficina pretende apresentar as possibilidades, ferramentas e os materiais disponíveis para realização de projetos luminotécnicos Teatrais e Arquiteturais.
Dias 27, 28, 29 e 30 de abril de 2009 - segunda a quinta.
Horáio: 19 às 22 horas.
Incrição:
Envie seu nome, idade, contatos e a oficina que deseja fazer para o email: pierrotlunar@palcobh.com.br ou telefone para 31 9970 6521
No dia de início da oficina, basta efetuar o pagamento 30 minutos antes do início da aula.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Formosas

Ontem, dia 17 de dezembro, estreei mais um filho... o show FORMOSAS, com Babaya, Lu e Celinha Braga. Com Direção de Marina Machado. Um tapete branco redondo com as três maravilhosas intérpretes e ao redor do tapete os músicos: Dodô Rodrigues no Violão, Agostinho Paolucci no 7 cordas, Du Macêdo no cavaquinho, percussão Analu e Totove Ladeira. Ao fundo do palco, atrás do tapete, uma penteadeira com espelho. A diretora quis o espetáculo todo em preto e branco, com o figurino das cantoras preto e no decorrer do show eram adicionados alguns acessórios brancos, e o figurino dos músicos era todo branco. Criei uma geral com 10 refletores em círculo ao redor do tapete com o filtro corretivo Cinegel 3202, para ter, nas cantoras, uma luz branca e ressaltar a idéia do P & B. Nos musicos, utilizei PAR 56 como frente e contra, para eles emoldurarem as cantoras, ficou lindo, os músicos iluminados numa temperatura de cor em torno de 2.700 K e as musicistas em torno de 6.000 K. Para a penteadeira utilizei 2 PAR 64 a pino e 1 Elipsoidal focado no espelho, com um ângulo de 45º, o reflexo da luz chegava até metade do tapete. Outro recurso utilizado, já que o teatro era pequeno foi colocar papel vegetal na frente colorida (direita Blue Green, centro Violeta e esquerda Azul) essa sugestão de cor foi combinado com o Projetista Gráfico, para termos a identidade do show nessas cores, porém o material gráfico foi adaptado para o Preto e Branco. Logo deixei as cores apenas para o final do show, que exigia uma dinâmica maior, e como eu não gosto de piscação de luz a saída é colorir, mas com prudência e harmonia. Logo postarei algumas fotos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"O ar da história" meu mais novo filho.

Teatro Sesi Holcim

de quinta a sábado - 21 h

domingo - 20 h

A luz do amanhecer e a luz do entardecer só se diferenciam pelo lado que o sol está, o tom amarelado da luz na alvorada e no ocaso é devido ao ângulo de incidência da luz do sol na atmosfera, com a refração causada pela tangente, a luz que há pouco era branca ou não estava presente torna-se de tons amarelados com temperatura de cor mais baixa. As sombras se alongam. Dirigir nesses horários torna-se uma tarefa interessante com o ofuscamento do sol no rosto.

Mas e o que vem depois do amanhecer e entardecer ? Nas cidades, após o entardecer temos o vapor de sódio, e por quê não a escuridão de uma roça perdida no meio do centro da cidade. E a luz do sol que varia as suas cores, e chega à luz mais branca e com uma intensidade tamanha que luz nenhuma artificial consegue reproduzir.

As tintas das faixas, a opressão, a dor de uma saudade.. solitude.. soledade...

confiram e aguardo suas críticas.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

"E se eu não chorar" adaptação de Fando e Lis pela Cia Cínica de Vespasiano. Esta era a nossa 'bugiganga', adereço dos homens do guarda chuva, nela instalei uma bateria selada de 12 volts e 6 lâmpadas halógenas com refletores dicróicos abertura de 30 º, sendo 3 embaixo e 3 no próprio guarda-chuva, além delas havia uma AR-111 halógena, que eles operavam como um canhão seguidor quando a atriz principal cantava em cena uma paródia da tradução de Mercedez-Benz.
Montagem de "Atrás dos Olhos das Meninas Sérias" da Trupe Pierrot Lunar, na Caixa Clara em maio de 2006.
Guantânamo, história de homens e bichos. Direção: Bartira Fortes. As grades estavam presentes, essa configuração espacial me permitiu projetá-las e ampliá-las através de suas sombras nas paredes, com o objetivo de criar no expectador o peso do ambiente carcerário.

terça-feira, 11 de março de 2008

"Prazos longos são fáceis de subscrever; a imaginação os faz infinitos." (Machado de Assis)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Rubi

Aqueles furinhos gêmeos, encontrados ao acaso, num deleite de prazer e alegria. Folia ou euforia ? Quando vi-os retratados em mim, num bocejar, em tempos idos da fantasia, Tratei logo de nomeá-los: Flora, e para completá-lo Fauna. Num vermelho ardente de paixão. Vermelho que não mais possui a atenção de todos os olhares. É substituído, vagarosamente, pelo amarelo, nas zonas de perigo. Amarelo, que juntamente com o azul, perpassam todos os vermelhos, cada qual à sua maneira e intensidade. Assim como a paixão. Impossível determinar seu início e seu fim. Vacilando entre o vermelho-alaranjado e o vermelho-violetado, numa contradição de sentimentos. (ícones, índices ou símbolos?) "Apesar de toda a sua energia e intensidade, o vermelho dá prova de uma imensa e irresistível força, quase consciente do seu objetivo. Nesse ardor, nessa efervescência, transparece uma espécie de maturidade macho, voltada para si mesma, e para a qual o exterior nao existe" (Kandisnki). Aqueles furos ainda me atordoam, num rompante de duplicidade. Só não eram vermelhos porque foram criados na pele. Já se fizeram de vermelho...cor mais íntima ao princípio da vida. Considerado pelos alquimistas como ambivalente: o vermelho noturno, fêmea, de movimento centrípeto, cor da alma, da libido e do coração. E o vermelho diurno, macho, centrífugo, que invade o espaço, assim como a juventude, a saúde a riqueza e o amor. "No oriente, o vermelho evoca o calor, a intensidade, a ação, a paixão, sendo a cor dos rajás e das tendências expansivas. No Japão é o símbolo da sinceridade e da felicidade. (...) o arroz vermelho é usado como voto de êxito e de felicidade em aniversários". (Israel Pedrosa) PARE ... PERIGO ... COMUNISMO ... Sua agressividade me impulsiona, dinamiza, estimula. E aqueles furos que se fizeram de vermelho? Logo ficaram morenos, e foram valorizados pela companhia do vermelho. "Encontramos a pintura do corpo desempenhando entre os indígenas do Brasil função puramente mística, de profilaxia contra os espíritos maus e, em número menor de casos, erótica, de atração ou exibição sexual" (Gilberto Freyre) VIVA A LINGERIE VERMELHA... Cor da guerra, do sangue... encarnado, rubro... Os furos gêmeos seguiram o seu caminho, cada um com sua sina. Não houve derramamento de sangue ou de lágrimas, nem tapetes vermelhos esticados. Apenas caminhos diferentes... Em meu queixo, eles ainda permanecem unidos Numa vermelhidão de símbolos, índices e ícones... Ou serão sentimentos ?

sábado, 23 de fevereiro de 2008

"Às vezes penso que sou a pessoa mais solitária do mundo. A minha solidão não depende da presença ou ausência de pessoas, pelo contrário, odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia!" Friedrich Nietzsche

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O desconhecido

Tende ao infinito, e revela os mistérios da alma. Enganou durante muito tempo os sábios das cores, Até mesmo Da Vinci e Goethe deixaram-se acreditar em sua origem no preto, Talvez por admirar o céu azul durante o dia, que se transforma em negro pela noite. Segundo Kandinski, essa cor possui "um movimento de afastamento do homem e um movimento dirigido unicamente para seu próprio centro, que, no entanto, atira o homem para o infinito e desperta nele o desejo de pureza e de sede do sobrenatural". Cor da evasão, depressiva após algum tempo de exposição. Considerada, pelos egípcios como a cor da verdade. A terra é azul! O céu é azul! O infinito é azul! Deuses são sempre representados sobre ou com o azul. Escolhido como a cor da nobreza: Sangue azul. Cor mais imaterial de todas. Vontade de não ser e ser tudo. Não viver e viver tudo. Não ver e ver tudo. Prefiro o distanciamento, o desconhecido... Porque conhecer... nunca conhecemos.. nada nem ninguém. Sempre nos surpreendemos e naufragamos em nossas expectativas. Naufrágio em um infinito azul. Alguém me mostre onde não afogo ?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

"É o desenho que dá forma ao ser, mas a cor que lhes dá vida. Aleluia, sopro divino que o anima." Diderot

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Da transmutação

Um aplauso à vida, outro ao tempo.
A junção dos dois seria como a mistura do VM com AZ

Numa síntese aditiva: misturando-se luz.
Violeta: o equilíbrio perfeito entre azuis e vermelhos.
Com o passar do tempo a vida se modifica num ímpeto de purificação,
Trazendo novamente o equilíbrio.

Purificação que os gregos antigos acreditavam ter a ametista.
Contra os malefícios do alcool.
Também os reikianos utilizam essa cor,
mentalização, limpeza e purificação.

Já escutou da boca de um místico:
Violeta é a cor da transmutação.
Ametistas atrás de portas de entrada de casas.

Será por ser a última cor do arco-íris, o limite entre o visível e o invisível
Que essa cor exerce esse domínio sobre nós?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

"Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o. Com ele ia subindo a ladeira da vida. E, no entretanto, após cada ilusão perdida... Que extraordinária sensação de alívio!" Mário Quintana

IRC

Nos mostramos através da luz, Ora somos amarelados, ora esverdeados, ora esbranquiçados. Não apenas os nossos sentimentos que revelam o nosso tom de pele. Somos também, e principalmente, mostrados por aquilo que nos ilumina. Quando a fonte possui um Índice de Reprodução de Cores baixo, Não há alegria no mundo que nos torne menos esverdeados, Quando estamos brigados com o mundo, brigados com a vida, Não há luz do sol que nos mostre como realmente somos, Mesmo utilizando a fonte com o maior espectro de cores possível. Mas é possível, mesmo sob uma fonte monocromática, Vicenciar a alegria da vida. Do encontro. Do desencontro. Dos encontros enganados.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Friedrich Nietzsche

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Temperatura

Todos somos como as cores. Que através de sua medida se revelam o contrário. Parecemos uma coisa, mas na realidade somos o oposto. Assim como o vermelho psicológico quente, que na realidade se mede frio. Ou o azul que parece frio, e fisicamente é quente. Nesta destemperança, de opostos complementares, Continuamos imersos no caos da confusão.